Avaliação de atrativos alimentares, armadilhas e inseticidas para o monitoramento e controle de Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) (Diptera: Tephritidae).
PRISCILA LANG SCOZ
Dissertação de Mestrado
Orientador: Dr. Marcos Botton
Co-Orientador: Dr. Mauro Silveira Garcia
Data da Defesa: 03/04/2003
A mosca-das-frutas Anastrepha fraterculus (Wiedeman, 1830) (Diptera: Tephritidae) é uma das principais pragas das fruteiras temperadas no Brasil, podendo danificar até 100% da produção. O controle do inseto tem sido realizado com inseticidas de amplo espectro principalmente fosforados que apresentam sérias restrições de uso com destaque para a elevada toxicidade e possibilidade de deixar resíduos nos frutos. Este trabalho foi realizado com o objetivo de conhecer a eficiência de atrativos alimentares e armadilhas para o monitoramento de A. fraterculus em pomares comerciais e avaliar o efeito de inseticidas substitutos aos fosforados para o controle de adultos e larvas em laboratório. Os atrativos alimentares foram avaliados em dois experimentos conduzidos em pomar comercial de pessegueiro. No primeiro experimento avaliou-se a levedura torula (2,5%) e a proteína hidrolisada a 5% (Nolure® a 5%) e no segundo, foi comparado a proteína hidrolisada a 5% (Bio Anastrepha® a 5%) e o Anastrepha Lure® (putrescina associada ao sulfato de amônia, veiculado na forma de sachê). Nos dois experimentos foi usado como padrão de comparação o suco de uva a 25%. A captura de adultos em armadilhas confeccionadas com garrafas PET (Polietileno Tereftalado) de dois litros transparente e verde foi comparado com a armadilha McPhail utilizando suco de uva a 25% como atrativo. Os inseticidas benzoato de emamectina (0,75; 1,0 e 1,25 g.100 L-1 água), etofemprox (5, 10 e 15 g.100 L-1 água), imidacloprid (8, 10 e 12 g.100 L-1 água), spinosad (4,8; 7,2 e 9,6 g.100 L-1 água), thiacloprid (48, 96 e 144 g.100 L-1 água) e thiamethoxam (10, 12,5 e 15 g.100 L-1 água), foram avaliados visando ao controle de adultos e larvas de A. fraterculus em laboratório Os inseticidas foram comparados com o fenthion (50 g.100 L-1 água) e o thrichlorphon (150 g.100 L-1 água) e um tratamento testemunha (água destilada). O atrativo torula a 2,5% foi significativamente superior ao suco de uva a 25% e a proteína hidrolisada a 5% (Nolure® a 5%) na captura de adultos de A. fraterculus os quais equivaleram-se entre si. Os modelos alternativos de armadilhas foram equivalentes a McPhail na captura de moscas-das-frutas. Os inseticidas fenthion e thrichlorphon foram eficientes no controle de larvas e adultos de A. fraterculus. O benzoato de emamectina não foi eficiente no controle de adultos de A. fraterculus. Os inseticidas etofemprox, imidacloprid, spinosad e thiamethoxam foram eficientes no controle de adultos de A. fraterculus via contato e ingestão, enquanto que o thiacloprid controlou os adultos somente via ingestão. Os inseticidas benzoato de emamectina (1,25 g.100 L-1 água), etofemprox (15 g.100 L-1 água), imidacloprid (12 g.100 L-1 água), spinosad (9,6 g.100 L-1 água), thiacloprid (144 g.100 L-1 água) e thiamethoxam (15 g.100 L-1 água) não provocaram mortalidade significativa de larvas de A. fraterculus.
Palavras-chave: mosca-das-frutas, controle químico, isca-tóxica.
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